Saturday, April 21, 2012

Carnaval I

Ora, eu sei que isto está meio desorganizado em termos temporais, mas é melhor que nada...

O Carnaval dá direito a uns dias de férias, mas como bons cariocas, todos tiram a semana inteira... Ora vamos lá fazer as contas: sexta feira à noite já conta como dia de festa... feriado na terça, logo, na segunda é obviamente ponte.... quarta feira para descanso.... e o resto da semana só porque sim, e já agora, para acabar em grande, o segundo fim-de-semana para aquilo a que se chama "o rescaldo do carnaval" - 10 dias sem dormir - check!

Os Blocos começavam cedo, e queríamos ir ao Bloco de Santa Teresa, que já tinham dito (diz-se sempre muita coisa... e há sempre alguém para dizer coisas que se dizem por aí) que ia ser muito bom. Então o JP - irmão da Rita que veio passar um mês (e meio) com ela e ficou cá em casa - eu e a Marga fomos a um bloco em Ipanema na quinta-feira porque era pertinho de casa e assim ficávamos frescos o suficiente para acordar às 7 da manhã no dia seguinte de forma a conseguirmos ir cedinho para Sta Teresa. Obviamente que a coisa descambou... Foi muito engraçado porque conseguimos ir mesmo ao lado da bateria de músicos, e deu para aprender algumas músicas e ficarmos já a perceber como funcionava o carnaval de rua: existe uma bateria que vai na frente do autocarro (from now on vai passar a ser ónibus ok?) - então esse ónibus tem um animador que repetidamente canta a mesma música, e a bateria tem de estar coordenada com ele. São distribuídos uns leques de papel com as letras das músicas para as pessoas aprenderem e cantarem em uníssono com a banda, e todo este pomposo desfile deambula por ruas devidamente seleccionadas em certos bairros da cidade.

No dia seguinte mascarámo-nos a rigor... vestimos umas saias de palha, pinturas elaboradas à índio, umas penas na cabeça, e allstar (porque havaianas é sinónimo de pisadelas e grande probabilidade de acabar o dia sem nada nos pés). Descobrimos a grande utilidade de uma fantasia sem muita roupa, e adoptámos o biquini como vestimenta oficial do Carnaval 2012!
Bem, com tanta coisa, chegámos meio atrasados a Santa Teresa, e aquilo estava insuportavelmente cheio de gente. Mas foi assim o primeiro contacto com o verdadeiro carnaval carioca... Toda a gente mascarada, ruas cheias, cerveja às 10 da manhã, um calor infernal, os moradores a regarem as pessoas com mangueiras e baldes de água, e música por todos os lados... Ainda éramos um grupo engraçado, duas índias, o nosso chefe índio, umas bubblicious, chicletes e afins.

Foi muito engraçado, mas bloco, nem vê-lo! Desistimos a meio!

Voltámos para a Zona Sul, e fomos para um bloco no Leblon... Apareceu uma velhinha a varrer a rua, que ficou uns bons minutos a varrer os nossos pés, até que me apercebesse que era o Gether!!


Pré - Carnaval

É Carnaval, e posso garantir que ninguém sabe o que é o carnaval senão os brasileiros, senão os cariocas...

A festa começa com o pré-carnaval, com os ensaios dos blocos (levados muito a sério), e outras actividades que se estendem pelo menos um mês antes do dito cujo.
Agora imaginem-se em pleno mês de Janeiro (mentira, era no ÍNICIO do mês, dia 6) e começa já a "Abertura Não Oficial do Carnaval"... quer dizer, esta gente não brinca em serviço! Ainda no rescaldo do Natal e da melhor passagem de ano do mundo, e já começam dois meses de festividades carnavalescas.
Fomos para a Praça XV, e andámos no meio de ruas apertadas, junto às bandas dos Blocos que não foram seleccionados para o Carnaval. Foi muito engraçado porque estávamos quase dentro da banda, onde se ia juntando qualquer mafarreco que tivesse um instrumento na mão! Mas dava para apreciar o engenho dos "maestros" que com um apito na boca e alguns gestos básicos ia organizando aquela desorganização musical! Apercebi-me quão gringa sou, quando toda a gente à minha volta começa a cantar músicas do início ao fim, e eu: zero! Tudo de braços no ar, a inspirar aquela paixão contagiante pela festa só por si - refiro-me obviamente ao conceito de "festa", e não àquela festa especifica.

No final desse dia, acabámos debaixo do viaduto, a ouvir um bloco que tocava músicas de rock (e outros), como Beatles, Elvis, Nirvana, e, mais surpreendente, a música do Rei Leão: "in the jungle, the mighty jungle, the lion sleeps tonight...." (sing along!) Foi surreal fazer parte de um maranhal de gente debaixo de um viaduto (a acústica era fabulosa) a rodear meia dúzia de músicos com os mais variados instrumentos, tudo aos saltos e a gritar "Áaaauuuuuuuuuuuuuuu-ú-u...ahu-i-a-mân-máuêêê". Nice!

Favela de Santa Marta

Ora voltei voltei!
(só porque está a chover e não há nada para fazer...)

Hoje era dia de ir à praia da Joatinga, mas o tempo não ajudou, e decidimos ficar aqui mais perto de casa.
Aproveitámos a volta turística de uns amigos da Ana, e fomos com eles ver as Favelas do Pavão Pavãozinho e Cantagalo, e a de Santa Marta.

Agora imaginem 8 mulheres branquelas com ar muito pouco carioca a entrar pelo morro adentro... enfim.
Fomos pelo elevador, e entrámos numa pracinha, e imaginem que sorte, havia um showzinho de uma banda Fanfarrada, que estavam a gravar um clip, e fizeram uma deambulação muito musical pelas ruas de Santa Marta, e tocaram umas músicas animadas com direito a coreografia e tudo!
A praça onde estávamos era a que tem a estátua do Michael Jackson, quando ele foi lá gravar o video clip do "They Don't Care About Us", e foi mais uma daquelas situações mesmo à Rio de Janeiro, em que as coisas mais surpreendentes simplesmente acontecem! Não esperávamos chegar lá acima e assistir a uma fanfarra musical, acompanhadas de uma cerveja fresquinha, com aquela vista, as crianças a dançar... fantástico!
Apesar de estar ligeiramente nublado ainda deu para apreciar a vista!
Curiosidade: enquanto estávamos lá em cima à espera do elevador (que é uma espécie de minicarruagemcomformadeteleféricoinclinadosobrecarris) reparámos nuns meninos que se aproximavam com dois livros escolares na mão. A Marga, na sua inocência, perguntou o que eles iam fazer (talvez com alguma esperança nos olhos, a pensar que iam estudar, que bonitinhos), e nesse instante, um deles abre um dos livros e dramaticamente rasga a primeira página enquanto responde "gaivotas!" A Margarida gritou um "naaaaaaaaaaoooooooooo!"com uma cara semelhante à reacção do Luke Skywalker quando o Darth Vader lhe faz a importante comunicação de paternidade. Os miúdos começaram a atirar gaivotas (aviões de papel) e então aí reparámos na absurda quantidade dessas gaivotas que povoavam a encosta junto ao elevador. Eles são realmente especialistas na coisa. Ficámos a admirar uma que foi tão longe que quase chegava a Copacabana! Com direito a aplausos e tudo!

Obviamente que depois apanhámos uma molha descomunal, enquanto fomos a correr para o miradouro, de braços abertos à chuva, mesmo à filme!! Claro que o miradouro ficava longe, estava a ficar escuro e o elevador à nossa espera.... decidimos voltar para trás, molhadas até aos ossos, mas com um daqueles sorrisos na cara...

(by the way... viciei-me no Instagram, sorry!)



Fanfarrada

Marga e Mariana na companhia do Michael Jackson

O pequeno Alexandre pendurado no MJ

Ana e eu

Friday, February 03, 2012

Just Aramis

"Now, I'm ridiculously attached to my head, seeing that it seems to go rather well with my shoulders. I'll kill you, rest assured, but kill you quite calmly, in a closed and covered place, where you won't be able to boast of your death to anyone"

Aramis

Sunday, January 29, 2012

Zazá Bistrô

No fim-de-semana em que a tia Xana e a Pipa estiveram cá, fomos com a Rita e o Gether jantar a mais uma das maravilhas que a Rita tem tendência a descobrir assim de um momento para o outro (ela tem uma estranha capacidade de conseguir formular planos fantásticos em menos de um minuto). Fomos a Ipanema ao Zazá Bistrô, um restaurante estranho, muito giro, e que nos transporta para um sítio diferente, mas só dele. Nem sem como explicar, mas imaginem que sou eu a falar e a mexer muito as mãos para tentar demonstrar algum conceito esquisito.
Fica localizado numa esquina, e é uma casita muito agradável e muito colorida. Ao entrar já nos apercebemos de um certo ambiente exótico, mas quando subimos para o primeiro andar e nos pedem para tirar os sapatos.... aí sim, começa a festa! Ah-ah! O tapete felpudo que nos acaricia os pés...ihihi, as mesas baixas, frases nas paredes, decoração meio "fora"... mas a ementa uuuummmmmmmmmhhh! Nunca tínhamos ficado tão indecisos com tanta coisa boa, maliciosamente escrita de forma a deixar água na boca em todos os pratos! Sabem quando eles se põem a descrever a comida toda e a dar adjectivos saborosos a todos os ingredientes, mesmo só para chatear!
Bem, a escolha foi difícil, mas a comida estava, obviamente, deliciosa (se não nem valia a pena estar a escrever sobre isso). E as sobremesas!!! Carpaccio de Banana Brulée... epah, really, vão ao site ler o cardápio, só para produção de saliva em quantidades massivas.

Open Road Studio

Ok, imaginem uma casa no meio da floresta da Tijuca, agora imaginem que essa casa é de madeira, com um telhado inclinado e rodeada de vegetação densa, imaginem que fica numa estrada sem saída, e para chegar lá têm de atravessar um túnel de bambus gigantes, imaginem que essa casa tem um estúdio de música, guitarras em todas as divisões da casa, imaginem um bar, imaginem uma bebida de maracujá com cachaça, imaginem uns grelhados no carvão, imaginem boa conversa, imaginem acordar com o som dos pássaros, com um ar puro e cheiro a floresta, cheiro a verde! Imaginem um pequeno almoço (vulgo café da manhã) com sumo de manga, frutas variadas, ovos mexidos, pão fresco, queijo manteiga e fiambre, café e chocolate, imaginem sair directamente para uma praia linda e de difícil acesso no meio de uma falésia, imaginem que a água está óptima, e  que há um concerto de música ao vivo na praia! Agora, imaginem que é tudo verdade! ihihihih top weekend take II